Como nasci em uma família de descendentes de italianos, muitos de meus parentes são palmeirenses. Um santista aqui, um lusitano (sim, tem portugueses também) acolá, e até um flamenguista é possível de se encontrar. Minha mãe e meu pai são os disicidentes. Ela é corintiana e ele é são paulino.
Meu avô e meus tios tentaram me fazer porco. Me deram bandeira, camiseta, posters,
brinquedos, e tudo o que fosse possível para tentar me levar para o lado verde da força. Não conseguiram!
Eu até tive minhas recaídas. Uma vez, encontrei a camisetinha (era bem pequena mesmo) dentro do meu guarda-roupa. Fiquei com dó de meu avô, e começei a ter um carinho pelo Palmeiras. Mas mesmo assim não deu.
Nisso, o São Paulo, bi-campeão da Libertadores e do Mundial, tendo Raí, Leonardo, Muller, era o time que mais me chamava a atenção. Mas dentre todos os jogadores daquela geração, um em especial, me chamava a atenção: Armelindo Donizetti Quagliato, conhecido como Zetti.
Eu era fão do goleirão. Tinha uma réplica do uniforme dele. Adorava sair pra jogar bola "vestido de Zetti". A consagração foi quando o vi com a camisa amarelinha (ou cinza) na Copa de 1994. Tudo bem, ele era reserva. Mas mesmo assim era um orgulho grande para mim vê-lo lá.
O brilho de Zetti, a influência do meu pai, e claro, a inteligência futebolistíca (kkkk) me fizeram torcer para o São Paulo Futebol Clube, aquele que "dentre os grandes, és o primeiro".
E foi assim que começei a acompanhar o tricolor. Fiquei triste quando o Zetti deixou o clube, mas me contentei com a presença do então desconhecido Rogério (que na época era igualzinho ao Luciano Huck). Quem diria, anos após, em um jogo do União Barbarense contra o Bandeirante (time da minha cidade) pude ver de perto o meu antigo ídolo.
Acompanhei, grudado na TV, as finais do Paulistão de 1998, a final da Copa do Brasil de 2000 (maldita barreira), E a final contra o Santos no Paulista de 2000, onde o Rogério fez o inesquecível gol de falta. Desse momento estava decretado: Sou são paulino!
Dos anos 200 pra cá acompanhei todos os momentos importantes do tricolor. Libertadores, Mundial, Paulistas, Recopas e Brasileirões. Esse são um ponto a parte. Nos últimos três anos aprendi a torcer mais, e me tornei um torcedor "maloqueiro". Daqueles que se junta em bandos para ver jogos e que sai para a rua pra comemorar.
Ontem não foi diferente. Que alegria. Tri-hexa legítimo. Orgulho de ser são paulino.
Fotos: Márcio Bracioli 07-11-2008
Torcedores comemoram o título na av. São Francisco em Birigui.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
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Postado por Márcio Bracioli às 20:23
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4 Comentários clique aqui:
Grande Marcião, parabéns por seu time. O São Paulo é um orgulho para o Brasil. Merece todos os títulos! Abração!
Cara, sou da mesma geração de são-paulinos que a sua e comecei a torcer pelo tricolor pelos mesmos motivos. É nóis de novo! Hehehe! Vão ter que criar um título especial para o São Paulo, para os outros clubes ganharem alguma coisa rsrs.
Bom, respondendo ao comentário, ainda não botaram fogo não, mas a esperança é a última que morre, né? huahuahua!
abração!
Parabéns São Paulino, festa bacana!!! Minha esperança é, no ano que vem, receber comentários semelhantes, em meu blog, em relação as alegrias que meu peixe há de me proporcionar hehehe
Bom, eu já nasci são-paulina, afinal, em casa, até os pernilongos são tricolor. Tenho o maior orgulho deste time, pela estrutura, pela história (aliás, bem lembrado o time de ouro: Raí, Leonardo...), pelo melhor goleiro domundo e por cada vitória... Ah! Amudorei as fotos e amudorei acompanhar o primeiro tempo com vc lá naquela festa louca. Nunca vi tanto são-paulino no mesmo lugar. Lindo D+!
PQP é o melhor goleiro do Brasil... Rogério!!!
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