O meu pai, jornalisticamente falando, Clemerson 'Crems' Mendes, está fazendo um perfil de todos aqueles que passaram pela Rádio Toledo em seus muitos anos de história.
Queria reproduzir aqui o texto que fala sobre yo!
E dizer que este foi um dos momentos mais felizes da minha vida, sem dúvida alguma.
Abaixo o texto, por Crems Mendes:
"O ano de 2006 tinha chegado, e com ele várias incertezas em relação ao andamento da Equipe UniToledo para aquela temporada. A saída de várias pessoas da equipe e a demora para a chegada das peças de reposição fizeram com que a minha preocupação em relação as atividades ficassem fortes.
Mas já bem perto do término do primeiro semestre contamos com a chegada de duas pessoas para fortalecer a equipe, uma dessas pessoas era e ainda é uma peça muito rara, o senhor Márcio Bracioli. Ele estava em seu primeiro ano e o nosso contato era pouco, em sua maioria através da internet.
Nesses contatos prévios através do msn eu já consegui detectar que se tratava de um rapaz instável, aquilo que podemos chamar de "8 ou 80", mas também era detentor de uma habilidade rara capaz de assimiliar e desempenhar uma função três vezes mais rápido que o normal.
Ao perceber isso, pronto, tinha chegado o desafio para as próximas temporadas que eu tanto estava esperando. Para a minha surpresa quando o processo seletivo foi aberto o Bracioli optou pela Rádio Toledo, e claro que o aceitei de imediato, eu tinha o desafio ali mais perto de mim.
Já em seu primeiro dia notei que o desafio era um dos mais complicados até então, não pelo fato de conseguir mostrar e desenvolver nele as técnicas básicas do jornalismo, mas sim controlar seu espírito brincalhão. Para se ter uma ideia, nesse primeiro dia onde não conhecia praticamente ninguém, além do Alex e do Diego de vista lá em Birigui, ele já estava tirando onda, fazendo gracinhas e pregando peças no restante da Equipe UniToledo. Quem olhava achava que ele era o veterano por ali e os outros os novatos.
A sorte estava lançada, e o desafio havia começado. Durante todo o tempo em que esteve na Equipe UniToledo ele evoluiu, poderia ter sido mais, só não foi porque ele não se deixou evoluir. Ali dentro ele mostrou seu conhecimento em vários assuntos, o que contribuido por demais com os nossos programas, mas o espírito brincalhão dele sempre dava um jeito de aparecer e atrapalhar o belo trabalho que fazia.
Como eu ficava irritado quando essas coisas aconteciam, principalmente quando ele dava uma opinião em que eu tinha a certeza que não era pra valer, era apenas para contrariar, ser do contra pelo simples fato de chamar a atenção. Esse foi um dos motivos da nossa primeira grande conversa séria.
Ele sempre sentiu uma necessidade tremenda de chamar a atenção pra si, bem no estilo CQC - Custe o Que Custar, e claro, esse não era o melhor caminho, ele poderia a qualquer momento jogar por terra todo o talento que tem. Nessa conversa foi a primeira vez que conheci o lado "80" do Márcio, onde aquilo o marcou profundamente e nos dias seguintes ele se tornou um rapaz quieto, sério e muuuuuuuuitoooooooooooooo rabugento. Definitivamente ele não conseguia encontrar um meio termo, entrou de carona na montanha russa da Rafaela, mas em uma velocidade menor.
Isso acabou rendendo uma série de conversas sérias com ele já o preparando para o que era inevitável, a sua ida de fato para o mercado de trabalho. Ele precisava mudar, encontrar o meio termo senão seria engolido pelo "monstro" do mercado de trabalho. Foi então que em 2008 o inevitável aconteceu, ele foi chamado para a Folha da Região, local onde precisaria muito encontrar o meio termo e parece finalmente ter encontrado.
Ele ainda está por lá, e tento acompanhar o passos dele sempre que possível, vem fazendo um ótimo trabalho com o site de notícias do jornal, algo que ele consegue por suas habilidades levar com os pés nas costas. E muita coisa boa pra ele ainda estar por vir.
No tempo em que ele esteve aqui o grande desafio foi conseguir centra-lo, ois as outras atividades quando explicadas ele entendia bem rápido. Espero que as conversas que ainda continuam estejam de fato surtindo efeito.
Ele também passou por aqui e vocês podem conferir dele mesmo vários desses momentos pela Equipe UniToledo, confiram no player abaixo.
Ahhh e você queria tanto saber quem me deu mais trabalho por aqui nesses anos todos, se foi você ou o Alex. Bom, como você ainda se "orgulha" tanto disso hehehehe vou lhe dar esse título ok? E isso só vai me fazer pegar para sempre no seu pé.
Boa sorte pra você fofinho, e claro como não poderia deixar de terminar lhe pedindo isso, mutio juízo também."
domingo, 31 de maio de 2009
Os anos mais felizes
Postado por Márcio Bracioli às 23:17 1 Comentários clique aqui
sábado, 30 de maio de 2009
Tempo...
Tempo.
Doloroso tempo...
Insistirás em passar?
Insistirás em afastar quem amo?
Insistirás em correr?
Não sabes andar?
Não sabes parar?
Por quê és tão cruel?
Alguma vez lhe fiz mau?
Alguma vez xinguei tua mãe?
Tempo.
Maldito tempo.
Tenho que acabar contigo,
antes que você acabe comigo.
Tempo.
MOFO tempo!
Já me cansei de você...
Postado por Márcio Bracioli às 18:45 0 Comentários clique aqui
sábado, 23 de maio de 2009
Mais uma página em meu roteiro
Era sexta-feira.
Mais uma semana estava acabando.
Mais 60 km de estrada e sua jornada seria encerrada.
Há três anos ele enfrenta a mesma rotina. Alguns problemas quase encerraram essa história.
Mas foram superados.
Acordou mais uma vez, mas, agora, a alegria e a tranqüilidade já não estavam ao lado dele.
Algo o preocupava.
Dias antes, durante seu trabalho, ele deparou-se com uma matéria. Nela, estava a história de um jovem que, coincidentemente, morava na mesma cidade, trabalhava na cidade vizinha e pegava estrada todos os dias.
O jovem, ao passar por um trecho onde ele também passa todos os dias, perdeu o controle de sua moto e morreu.
Todos esses anos se esquivando de acidentes, vendo desastres e temendo por algo pior, fizeram com que ele se preocupasse. Pensava em seus planos, seus pais, sua irmã, sua família, seus amigos... pensava na vida.
Ele estava com medo.
Ao passar pelo local do acidente do personagem do jornal, olhou a placa amassada e temeu mais ainda.
Poderia ser ele.
No dia seguinte, antes de ir para a faculdade, enquanto se vestia, comentou com seus pais que estava cansado de viajar quatro vezes por dia. Algo o preocupava. Ele estava com medo, muito medo. E, isso, pela primeira vez em três anos.
Saiu de casa, andou pelas ruas povoadas por carros, motos e bicicletas, todas rumando para seus trabalhos, escolas e demais afazeres diários.
Estava frio. Uma leve neblina estava por todo o caminho, o que fazia ele sentir mais frio ainda. Ele estava vestido com uma calça preta, blusão de moletom preto, capacete vermelho e, para proteger os cabelos recém lavados do frio, uma touca.
Andou por ruas, avenidas, cruzou o trevo principal e adentrou a estrada vicinal. Tudo estava tranqüilo. Mais um dia estava começando. O começo deste dia era o fim de toda uma semana de luta contra o tempo. Trabalho, faculdade, TCC, problemas... a semana tinha sido cansativa.
Após passar pelo distrito industrial de sua cidade, ele se preparava para cruzar uma rotaria, construída para melhor o trafego no local.
Ele estava rápido. Cerca de 100 km/h.
Um carro. Era tudo o que precisava para acabar com aquela história.
Um carro. Guiado por um imbecil e irresponsável.
Um carro...
Ele, preocupado, não desgrudava o olho do retrovisor. Mas, pela lógica, observava sempre o esquerdo.
Mas um carro... um Chevrolet Montana prata, veio pela direita, violando uma das regras básicas da lei de trânsito, passou a moto em que ele estava, cortou-lhe a frente, fazendo a curva para o lado oposto da rotatória e ofereceu a morte como presente.
Ele não queria presente... ele não queria tornar-se passado... ele estava com medo.
Pé e mão no freio, travada, fumaça, cheiro de pneu queimado, esforço sobre humano, ...
De nada adiantava sua força. De nada adiantava seu cuidado. De nada adiantou seu olhar desesperado... de nada adiantou.
Ele fechou os olhos, sabia que aquele era seu momento final. Um filme passou pela cabeça... várias imagens, momentos marcarntes, sonhos realizados, não realizados, sonhos que ainda nem foram sonhados.
Um sonho, porém, é mais importante que o dele.
O sonho de Deus para a vida dele ainda não foi realizado. "Ele não morrerá", disse Deus...
Milagre!
Milagre!
Milagre!
A batida, que na cabeça dele era certa, foi evitada.
Ele abriu os olhos e não conseguiu entender como saiu ileso, como sua moto não tinha se chocado contra o carro, como ele ainda não estava morto.
"Passei por dentro do carro", pensou... "Deus me salvou"...
Um novo filme passou pela cabeça dele.
Mas, desta vez, o fim tinha sido modificado. O diretor mais habilidoso do cinema da vida tinha mudado sua história. Ele tinha ganhado mais páginas em seu roteiro.
Apesar de ter sido salvo, o acontecimento foi o suficiente para deixá-lo aterrorizado. Seus amigos estranharam sua face assustada.
Ele apenas pensava, tentava avaliar se todo aquele esforço diário valia a pena.
Até agora, ele ainda não sabe a resposta.
Mas se acalma quando lembra-se da promessa que foi lhe feita: "Mil cairão ao teu lado, dez mil à tua direita, mas tú não serás atingido". Salmos 91:6
Eu não morrerei
enquanto o Senhor não cumprir em mim,
todos os sonhos
que Ele mesmo sonhou para mim
Postado por Márcio Bracioli às 15:13 1 Comentários clique aqui
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Quem vai enxugar minhas lágrimas?
É em momentos como o que aconteceu hoje que me pergunto exatamente o refrão dessa música.
Mas há alguém que ouvirá. O mesmo que não fará meus sonhos irem embora, como dito nesta música:
Em novo post contarei o que aconteceu
Postado por Márcio Bracioli às 13:03 1 Comentários clique aqui
terça-feira, 19 de maio de 2009
Versos folgados
Eu pensei em fugir,
você me fez ficar.
Pensei em correr,
você me fez andar.
Pensei em mentir,
você não me deixou falar.
Tentei agir,
você agiu por mim.
Tentei agradecer,
você me fez desistir
Tentei falar
você me disse assim:
"Ô mano, cê é folgado!"
Postado por Márcio Bracioli às 23:35 2 Comentários clique aqui
domingo, 17 de maio de 2009
O vídeo mais engraçado do mundo
O meu hiato nas postagens tem motivo: estou criando um novo blog, que vai estar no "primeiro mundo" da blogsfera brasileira. Aguarde.
Enquanto isso, vi ni Haznos esse filme e tive que colocar aqui.
Prestem atenção no tradutor de sinais:
Postado por Márcio Bracioli às 18:35 1 Comentários clique aqui