O incrível Blog Urbano de Márcio Bracioli

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Eu parei.... mas voltei!

Nossos caminhos foram separados. Há tempos buscava uma alternativa para conseguir uma reaproximação. Cada vez que eu tentava, era expelido, assim como o corpo faz com um vírus inimigo.

Chegou um dia que cansei de me esforçar.

Parei de fazer as coisas que um dia me fizeram bem. Parei de tentar ser legal, parei de me lembrar, parei de me importar.

Parei.

Simplesmente parei.

Me senti um estrangeiro na minha própria casa. O lugar onde eu aprendi andar, foi o mesmo lugar onde não me ensinaram cair.

Eu cai.

Ninguém veio em meu resgate. Por isso parei.

Mas haviam paramédicos interessados em minha segurança física.

Fui socorrido.

Hoje, estou forte novamente. E sei do mais importante: como cair. Agora, porém, dou mais valor ao ato de desafiar a gravidade e ficar de pé. Se eu cair, certamente vão me segurar.

Eu parei.

Parei, mas voltei.

Graças a Deus!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sacanagem ao vivo!

Eu adoro uma sacanagem. No bom sentido, claro no mau também!.

Uma das minhas bandas prediletas, o Muse, aprontou uma das boas.

Famosos em boa parte do mundo, o Muse é uma mera banda desconhecida em solo italiano.

Eles foram se apresentar lá e sacanearam.

Para entender, assista primeiro um trecho desse vídeo e marque o rosto dos integrantes.

Depois assista o vídeo de baixo, o da sacanagem.



A sacanagem:



Para quem assistiu e não entendeu, Matthew Bellamy, o vocalista, guitarrista e tecladista original estava na batera, o baixista estava com a guitarra e o teclado, e o baterista, com o baixo e vocal....

Sensacional, sacanagem ao vivo!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Toda paciência chega ao fim

Muitas coisas que vemos por ai não faz sentido. Uma das músicas mais sem nexo que eu ouvi era aquela do Barão Vermelho, Por você. Ela nunca fez sentido pra mim. E continua não fazendo.

No mundo literário as coisas são sempre belas, né? O cara da música faria milhões de coisas pela mulher amada. Mas faltou uma parte da música. Não ficou explicado que, por mais que se faça tudo aquilo por ela, ela não iria ficar com ele.

Parece que é brincadeira. De que adianta dar o melhor de si para conquistar alguém, se esse alguém sequer olha pra você. De que adianta eu mudar toda a minha vida e os meus gostos, se ela faz questão de nunca cruzar comigo no caminho do amor. De que adianta? Pra que fazer tudo isso?

É justamente por essa razão que eu desisti oficialmente de conquistar o coração desta pessoa. Não vou mais mover uma palha sequer para fazer-me notar frente aos olhos dela. Eu sempre estive aqui, mas ela nunca me olhou. A questão, é que toda paciência um dia chega ao fim. A minha chegou.

Às vezes, somente às vezes, eu acreditei que isso poderia dar certo. Ledo engano! Quanto mais eu acreditava no pote atrás do arco-íris, mais o duende me sacaneava.

E é assim que termina essa busca pela pessoa que eu julgava ideal. Todo coração tem um espaço reservado para furos e facadas, o meu já foi preenchido. Não quero saber mais de correr atrás de quem não me quer atrás.

Acabou. Desisti. Cansei.

Poderia ter dado certo? Talvez...

Redublagem de Casablanca

Hoje é feriado. Já terminei meu TCC e não tinha nada pra fazer. "Vou fazer merda, então", pensei. E fiz!

Abaixo a redublagem (ridícula e mal feita) de um trecho de Casablanca.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Comprei um quilo de farinha....

Ê nostalgia! Sentimento que chega de mansinho e se instala dentro de nossos corações. Sempre temos nostalgia da nossa infância, não é verdade?

Pois bem, eu vivi a minha infância na década de 90. Assisti muito Pica-pau, Chaves, Thundercats, Anos Incríveis, ouvia (ouço) Nirvana, Raimundos e jogada Super Nintendo. Sim, eu também assistia o Serginho (rá!) Mallandro.

Encontrei um curta na net chamado "A Ópera do Mallandro". Ele é dirigido pelo cineasta André Moraes. Apesar do nome, em nada tem a ver com a obra do Chico Buarque. Muitos ícones dos anos 80 e 90 estão no filme (Aqua Play, Twisted Sisters e outras coisinhas a mais). Vejam e se deliciem.

Ópera do Mallandro

domingo, 20 de setembro de 2009

Mundo dos sinceros

Locutor: Atenção emissoras da Rede Bobo, para mais uma partida de merda. 1.2.3.4.5.
Em um oferecimento de: Claro, fale um minuto, pague 30; Havaianas, use e pareça um favelado; Brahma, dá dor até no pensamento e Banco Real, o único que te cobra 10 dias mais um no cheque especial.

Narrador: Bem amigos da Rede Bobo, estamos aqui em mais um estádio ridículo, sem porra de infraestrutura nenhuma, para transmitir mais uma partida de merda desse campeonatozinho sem vergonha.
Os nossos repórteres, mal vestidos e chatos, já estão no gramado e vão trazer as principais informações das equipes. Rinaldo Magalhães.

Rinaldo: Vai tomar no seu cú narrador. Fedido é a tua mãe. Você fala um monte de babaquices durante duas horas nessa porra de transmissão e eu é que sou chato? Vai se fuder, filho da puta! Só de raiva, não vou passar informação nenhuma. Se esses telespectadores imbecis quiserem informações, que venham pegar...

Narrador: Babaca. Vai te catar repórterzinho de merda. Ganha dois mil por mês aí e tá se achando estrela. É bom que você fica calado mesmo, escroto.
Agora, Geraldo Ribeiro traz as informações daquele time, putz, esqueci o nome... aquele um que usa... aquele do uniforme verde, feio pra caralho. Ah, foda-se.... Geraldo.

Geraldo: O nome do time é Palmeiras, seu ignorante. Palmeiras!

Narrador: Foda-se.

Geraldo: Cala boca, não falei contigo... Pois bem, estou ao lado do treinador palmeirense, que, aliás, é chato pra caralho, e ele vai falar sobre a escalação de hoje. Muricy, o Palmeiras vai entrar com aquele time medíocre de novo?

Muricy: Vá tomar no cú. Medíocre é tua mãe...

Geraldo: Ok, desculpa. Muricy, tá na expectativa de vencer a partida?

Muricy: Não. Eu vim aqui hoje pra perder. Tô morrendo de vontade de dar uma perdidinha!

Geraldo: Tá muito engraçado hoje o Muricy, coisa de louco! É com você narrador!

Narrador: Depois destes putos trazerem a informação mais mau apurada da TV brasileira, vamos começar a transmissão dessa merda de jogo. O que? Produção? Repete o que você falou no ponto. Filho da puta, eu vou ai te pegar. (barulho de caideira caindo)...

Continua

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Como tenho notado que há muitos visitantes do Canadá, Eua e Inglaterra acionando este blog, cá vai um poema em ingreis!

The moment I saw you,
I was sure it was forever.
I know it's true,
I know it's possible.

Just look in my face,
Note my eyes,
at the moment I see you,
and look his brightness.


That way, I can't lie.
My friend, look at me
Notice how I cherish you.
I love.
Today, toninght, forever

Dear friend reader, I appreciate ur visit, and invite u to take a part of one greatest Indie literature blogs of world. kkkkkkkkkkkkkkk....

Take care, and Sometimes Always

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Weezer - My Best Friend



A letra fala por tudo!

domingo, 6 de setembro de 2009

Ele não estava mais lá

Ele costuma ficar todo o dia sentado na calçada de sua casa. Cadeira de tiras azuis, chinelos de dedo e o velho cachimbo que sempre o acompanhava. Ele ficava lá. O dia todo, todo dia. Olhava os carros que passam de lá pra cá. Olhava as moças que desfilavam seus decotes e saias curtas. Ele sempre estava lá.

Um dia, somente um dia, ele não estava lá. A cadeira de tiras deu lugar a um mato que começara a crescer no local. Os chinelos, o cachimbo, nada, absolutamente nada estava no lugar que lhes eram habitual. Ele não estava lá.

Nesse dia, parece que aquela calçada estava triste. As gotas de chuva lavavam o chão pelo qual ele um dia pisou. A calçada chorava a ausência de seu companheiro. Ele não estava mais lá. A árvore, que sempre lhe deu a sombra vespertina e nunca pediu nada em troca, se despira. De que adiantavam as folhas, se ele não estava mais lá?

O concreto cinza ficou ainda mais cinzento com a ausência dele. Os anos se passaram. A calçada se deteriorou, a árvore fora arrancada em uma pode emergencial, já que servia de abrigo para cupins, a cadeira foi tomada pela ferrugem e o cachimbo, ah, o cachimbo! Foi-se embora com ele.

Um dia eu passei por lá e ele não estava por lá.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Sobre reconhecimento e conhecimento

Depois de séculos, cá volto para proferir minhas lamúrias noturnas (ou seriam soturnas?).

Estava, como de hábito, assistindo o CQC. Estava interessado, sobretudo, na eliminatória da escolha do oitavo integrante.

Não sei porque.

Ou sei... A questão é que aquele quadro, em específico, chamou minha atenção. Talvez por eu ter feito projeto de enviar um vídeo.

Talvez.

Mas na verdade, o meu magnetismo ali era outra coisa. Uma coisa profunda, secreta, desconhecida por quase todos. O que me chama atenção ali é o reconhecimento. Não julguem o reconhecimento como sendo conhecimento. Uma pessoa reconhecida nem sempre é conhecida e vice-versa.

O que me chama atenção ali é o reconhecimento.

Desde que nasci eu busco esse substantivo, ainda um pouco abstrato em minha vida. Eu tentei obtê-lo de várias formas: fui presidente de classe, de grêmio escolar, de Diretório Acadêmico, Colegiado eleito, joguei futebol, tive uma banda, me formei em teatro, escrevi peças, poesias, trabalhei em rádio, TV, jornal, internet e jornal de novo.

Fiz de tudo.

Mas não fiz certo.

Depois de um tempo quebrando a cara, agente acaba olhando para trás e não entendendo as atitudes que, na busca desenfreada pelo reconhecimento, acabamos por suprimir a parte principal da palavra. Obtemos apenas o conhecimento.

Eu era conhecido.

Por ser chato, complicado, instável, cantar mal, ter poca velocidade, não desenvolver meus trabalhos com o máximo de concentração, ser disperso, desorganizado, bagunceiro e desordeiro.

Eu gastei tanto tempo buscando o reconhecimento, que acabei achando que forçar a barra era a melhor forma de ser notado e, então, reconhecido.

Ledo engano.

Ali, vendo o CQC, acreditando que teria totais condições de estar lá, acabei meditando sobre o reconhecimento. Fiquei em dúvida. Será que ali era o lugar para obtê-lo? Seria a oportunidade mais certa e eu acabei-a desperdiçando? Eu sou reconhecido?

A resposta é que não há resposta.

Vou dormir com uma imensa dúvida, hoje.

sábado, 1 de agosto de 2009

Ícones, marcas e lembranças

Eu cresci criando formas, frases, cores.
Aprendi a ser normal aos olhos alheios.
Camuflei o meu descontentamento natural,
fiz questão de esquecer a solidão.

Eu cresci ouvindo coisas boas.
Asas, poderes, leveza.
Era tudo o que eu queria ter.
Nunca os tive. Nunca terei.

Nirvana, Weezer, U2.
De Niro, Marlon Brando, Leandro e Leonardo.
Poucas vezes escutei músicas infantis.
Nunca, nunca quis estar no show.

Quebrei meu sonhos,
tentando construir o amanhã imaginário.
Me afoguei na imersão do meu eu.

Essas são as marcas da minha vida.
Estas são as palavras da minha despedida.
Estas são as músicas da minha vida.

E eu continuo a cantar!

Baseado em Heart Songs, do Weezer.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Super Mário no Indian Got Talent

Eu tenho que postar... Sensacional!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Musicas velhas, roupas novas

A moda vai e volta... boca de sino foi moda nos anos 70, voltou, morreu e pode voltar de novo.

A moda muda!

A música também...

Muitas bandas usam antigas músicas, com novas roupagens, para prestar homenagem aos seus ídolos.

Uma olhada no youtube é possível encontrar milhões de covers. Alguns deles, inclusive, até superaram o original.

Abaixo, indicarei alguns covers interessantes que eu encontrei no vocêtube.

Ah, e eles são fuckin good!

Caso 1:

New Order - True Faith

Uma das músicas mais famosas do New Order, que também é uma banda com muito admiradores. Há pelo menos dois bons covers dela.

Vejam o clipe oficial do N.O. (Aliás, um dos clipes mais legais que eu já vi)



Cover 1: Liz Kay - True Faith

Esse cover até fez um bom sucesso nas pistas de todo o mundo

Cover 2: Anew Revolution - True Fauth

Pode não ter feito sucesso, mas que ficou legal, ficou!



Caso 2: (apenas ilustrativo)

Aqui vai o cover que apagou o original.

Primeiro, o cover:

Johnny Cash (o rei, o único, o cara, o magnífico!) - Hurt



E a original:

Nine Inch Nails - Hurt

sábado, 4 de julho de 2009

Mamãe, o que é Sex Pistols?

Simples.

Aqui vai o clipe da música "Jackie Collins Existential Question" do Maniac Street Preachers.

A canção faz parte do último (fuckin) trabalho dos caras, Journal For Plague Lovers, que tem uma história especial, que contarei outra hora. Se quiser mesmo saber, dê uma googada!

Esse, na minha opinião, tá no top 5 de melhores CDs do ano, na minha opinião (repetindo!). São eles:

1º - Green Day - 21th Century Breakdown



2º - Maniac Street Preachers - Journal For Plague Lovers



3º - U2 - No Line on The Horizon


4º - Franz Ferdnand - Tonight



5º - Móveis Coloniais de Acaju - C_mpl_te




Lembrando que logo logo o Chickenfoot, a superbandanda, estará aqui.

Confiram o clipe do Maniac Street Preachers


terça-feira, 23 de junho de 2009

Minha luneta

Por eu mesmo

Te observo com a minha luneta.
Distante, em silêncio...
Sigo teus passos com a minha luneta.
A cada rua que você passa,
cada esquina que você vira,
cada passo que você dá,
acompanho tudo na minha luneta.

Sigo teus movimentos,
estudo teus olhares.
Significados brotam por todos os cantos.
Vejo cada gesto que você faz.
Distante, em silêncio...

Ainda sou um intruso em seu mundo,
não posso empreender cada ato que me vem a mente,
não posso te ver de perto.
Quero estar próximo,
jogar minha luneta no lixo,
gritar ao mundo que, agora,
posso te ver à olho nu....

Te observo na minha luneta,
mas queria te ver sem ela.